O que as microempreendedoras estão fazendo para passar pela pandemia?

Escolher os melhores fornecedores, a matéria-prima de melhor qualidade, a cor da marca, o tipo de papel que irá envolver os produtos comprados, as formas de comunicação com o mercado consumidor, a maquininha com a menor taxa: o trabalho de uma empreendedora é extenso e conta com muitas frentes.

 

Mesmo quando falamos sobre negócios de pequeno porte, como os que são mantidos por artesãs, costureiras e outras profissionais que atuam de maneira autônoma, não podemos ignorar a quantidade de detalhes que estão presentes na confecção de produtos ou no oferecimento de serviços.

 

Quem decide empreender, ainda que de forma solitária, sabe que terá que assumir a responsabilidade por diversas áreas de atuação. Em épocas de crise, torna-se primordial “enxugar” o orçamento sem, no entanto, comprometer a qualidade dos produtos ofertados.

 

Quando falamos sobre serviços de caráter presencial, como os que são oferecidos por tatuadoras, terapeutas integrativas, cabeleireiras, massagistas, entre outras, a situação fica ainda mais complicada. 

 

Como boa parte da população está em isolamento e a Organização Mundial de Saúde têm sugerido que todos evitem contatos de ordem física, essas profissionais têm sofrido grande impacto no que tange a saúde financeira.

 

Como as microempreendedoras, no contexto da pandemia, tem conseguido organizar a sua agenda de clientes, garantir o sustento de suas famílias e a sua permanência no mercado de trabalho? Abaixo, falaremos um pouco sobre algumas das estratégias que têm sido adotadas. Confira.

Microempreendedoras: como empreender em tempos de crise

O momento exige, antes de tudo, capacidade de adaptação e resiliência: a situação está crítica para todos. Muitas pessoas perderam seus empregos, tiveram redução dos salários ou enxugaram seus gastos, o que faz com que a economia, como um todo, tenha problemas.

 

O primeiro passo é averiguar a possibilidade de fazer o seu trabalho à distância, ainda que com preços promocionais: terapeutas, por exemplo, têm atendido pessoas através da internet, assim como personal trainers, professoras e similares.

 

Se isso não é possível, como no caso das cabeleireiras, massagistas e mulheres que trabalham na área da estética, é importante pensar em duas coisas. 

 

Primeiro, em como divulgar o negócio na internet – para garantir uma base de seguidores fiéis, que podem ser compradores em outro momento – e, segundo, em como garantir vendas que, quando a situação for normalizada, serão revertidas em atendimentos.

Presença digital: auxílio em épocas de distanciamento social

Não importa se é possível ou não fazer os serviços ao vivo: estar presente na internet é fundamental. Todos estão conectados – afinal, se não é possível sair de casa, é preciso encontrar maneiras de estudar, dialogar com amigos e parentes, se distrair.

Assim, você tem um mercado consumidor à sua disposição. Você só precisa descobrir como chegar até ele. Não se trata, é claro, de um processo fácil – no entanto, se você tem o costume de atender muitas pessoas, certamente sabe qual é o perfil dominante entre os seus clientes.

Pense: são mulheres jovens ou mais maduras? Qual é a faixa de idade das pessoas que você costuma atender, o poder aquisitivo dos seus clientes e a frequência com a qual eles procuram pelos seus serviços? Com esses dados em mãos, trabalhe na sua comunicação online.

Em situações menos adversas, o ideal é buscar a ajuda de um profissional da área de marketing digital, uma vez que ele poderá criar conteúdo direcionado, fazer um estudo de perfil mais avançado e cunhar estratégias mais especializadas.

Se isso não for possível, por enquanto, vá com o que está à sua disposição: acesse plataformas como o Canva ou o Promo, faça o seu cadastro, pague uma pequena taxa (caso você queira usufruir de serviços melhores, claro) e comece a trabalhar.

Além de criar vídeos promocionais com o FlexClip, você também pode aproveitar as dicas de como ter uma presença digital eficiente em épocas de distanciamento social. Confira o nosso artigo sobre o assunto aqui.

Poste conteúdo relevante à sua área de atuação, entre em contato com pessoas que podem se interessar pelos seus serviços e, então, vá para a segunda parte do processo.

Como os vouchers têm ajudado as empreendedoras

Apresentou os seus serviços, ofereceu conteúdo relevante para os seus clientes, utilizou hashtags que fazem sentido (você pode pesquisar na internet algumas das hashtags mais utilizadas no seu campo de atuação)? É hora de vender.

 

Depois de mostrar a sua autoridade – afinal, ninguém vai consumir os serviços os produtos de uma pessoa que não mostrou o que pode oferecer -, ofereça planos diferenciados, vantajosos. 

 

Sim, pode ser necessário abaixar o preço de alguns pacotes ou oferecer benefícios extras, por conta da especificidade da situação atual. Isso não significa, obviamente, que você deve trabalhar de graça: a ideia é oferecer vouchers por valores promocionais, de serviços que podem ser feitos após a quarentena.

 

Se não puder diminuir um pouco o preço ou oferecer algum agrado, trabalhe nas condições diferenciadas de parcelamento. Converse com seus clientes, crie novas possibilidades, veja o que você pode fazer: durante a quarentena, todos precisam se reinventar.