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20 agosto, 2015

Hackers vazam quase 10 GB de dados do site de traição Ashley Madison

O pacote não inclui mensagens trocadas pelo site. Seria possível obter essas mensagens fazendo login com o usuário e a senha vazados, mas o Ashley Madison protegeu as senhas com uma fórmula chamada “Bcrypt”. O Bcrypt é bastante seguro e isso significa que, mesmo com a senha em formato “Bcrypt” em mãos, ainda é preciso realizar um ataque de tentativa e erro para descobrir qual era a senha de fato utilizada no site. Por conta da segurança do Bcrypt, esse ataque pode levar bastante tempo, mas senhas mais fracas e curtas estão em risco de serem descobertas.

Todos os dados no pacote divulgado estão compactados, o que significa que a quantidade real de dados é ainda maior.

Os dados foram divulgados porque a Avid Life Media, que mantém o portal “Ashley Madison”, não cedeu às exigências dos hackers para retirar o site do ar.

Ainda não está claro quantos usuários tiveram suas informações expostas, mas a Avid Life Media afirma que seus sites têm 40 milhões de usuários cadastrados. As páginas, no entanto, não verificam o e-mail no momento do cadastro, o que significa que parte das informações pode estar incorreta.

Hackers acusaram empresa de fraude
O Ashley Madison é um site de relacionamentos voltado para pessoas casadas que procuram um caso. O slogan do site é “A vida é curta. Curta um caso”. O incentivo à infidelidade conjugal parece ter motivado os hackers, mas não foi o principal motivo.

A invasão teria ocorrido por causa de um serviço que promete apagar todos os registros de um usuário do site. Para os invasores, esse serviço é uma fraude, pois as informações de pagamento do usuário – incluindo o nome completo – continuam armazenadas pela empresa. A companhia negou a acusação dos invasores e disse que todas as informações são removidas com o uso da opção, que depois passou a ser oferecido gratuitamente.

O “Impact Team” já havia divulgado uma pequena amostra dos dados em julho e exigindo que a Avid Life Media, empresa controladora do site, retirasse a página do ar, bem como outro site de sua propriedade, o “Established Men”, que promete unir “homens de sucesso e mulheres bonitas”.

“Desativar o Established Men e o Ashley Madison terá um custo para vocês, mas a recusa vai custar ainda mais. Vamos liberar todos os registros de clientes, perfis com as fantasias secretas dos clientes, fotos nuas e conversas vinculadas à transação do cartão de crédito com nomes reais e endereços, documentos de funcionários e e-mails. A Avid Life Media será responsabilizada por fraude e dano extremo a milhões de usuários”, dizia a ameaça dos hackers.

Em uma nova declaração publicada junto do pacote de dados, o Impact Team afirma que até 95% dos cadastros no Ashley Madison eram de homens e quase todos os perfis femininos eram falsos e que, por isso, o site é uma fraude. Em uma mensagem aparentemente destinada aos cônjuges dos usuários do site, os hackers dizem: “é provável que seu homem tenha se registrado no maior de site de casos do mundo, mas nunca teve um. Ele só tentou. Se é que essa diferença importa.”

A Avid Life Media classificou o vazamento como um “ato de criminalidade”, segundo um comunicado da empresa enviado à ao site da “Wired”. “Esse evento não é um ato de hacktivismo [ativismo hacker], é um ato de criminalidade. É uma ação ilegal contra os membros individuais do AshleyMadison.com, além de qualquer pensador livre que decide se envolver com atividades on-line completamente lícitas. O criminoso ou criminosos envolvidos neste ato se nomearam juízes, jurados e executores da moral, achando adequado impor uma noção pessoal de virtude em toda a sociedade. Não vamos ficar sentados e permitir que esses ladrões forcem a ideologia pessoal deles em cidadãos do mundo todo”, diz o comunicado da companhia.

Os hackers ainda dizem que quem aparece no pacote deve processar a Avid Life Media pelos danos causados pelo vazamento.

Os arquivos estão sendo distribuídos por meio do protocolo BitTorrent e havia cerca de 900 pessoas baixando e enviando o pacote no fim desta terça-feira (18). O arquivo começou a ser distribuído no domingo (16) em um pequeno site da rede de anonimato Tor chamado “Quantum Magazine”. O site parece ter sido criado no dia 9 de agosto.

De acordo com a Alexa, que mede o tráfego de páginas visitadas na web, o Ashley Madison é o 231º site mais acessado no Brasil. Em julho, o site ocupava a 177º posição do mesmo ranking.

Imagens: Site Ashley Madison, lista de arquivos vazados e declaração do Impact Team. (Foto: Reprodução)

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Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/hackers-vazam-quase-10-gb-de-dados-do-site-de-traicao-ashley-madison.html

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